<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687</id><updated>2011-11-07T13:40:13.358-02:00</updated><title type='text'>CADERNO 2</title><subtitle type='html'>ARTES PLÁSTICAS  - CINEMA - LITERATURA - MÚSICA - TEATRO</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-3070216221935922818</id><published>2011-11-01T16:17:00.006-02:00</published><updated>2011-11-07T13:40:13.410-02:00</updated><title type='text'>Documentário retrata a vida de Zezita Matos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;﻿﻿﻿&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;﻿&lt;/span&gt;﻿﻿﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4Mx-K7_-BJ8/TrA5IFsMaZI/AAAAAAAAAD0/yqU_LtqoYrA/s1600/Zezita07+%2528Silmara+Braz%2529.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;img border="0" height="131" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-4Mx-K7_-BJ8/TrA5IFsMaZI/AAAAAAAAAD0/yqU_LtqoYrA/s200/Zezita07+%2528Silmara+Braz%2529.JPG" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Zezita Matos estreou no cinema&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;no filme&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt; &lt;em&gt;Menino de Engenho&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;﻿&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há dois anos, quando ainda divulgava seu primeiro vídeo, &lt;em&gt;Dois e Trinta&lt;/em&gt; (2009), a diretora Mercicleide Ramos encontrou a atriz Zezita Matos durante um festival de cinema e manifestou sua intenção de retratá-la no próximo trabalho. Zezita aceitou&amp;nbsp;a proposta&amp;nbsp;e daí surgiu o documentário &lt;em&gt;O Olhar de &lt;/em&gt;Zezita, gravado&amp;nbsp;em julho deste ano, uma justa homenagem aos 50 anos de carreira de uma das atrizes mais importantes da Paraíba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em &lt;em&gt;Dois e Trinta,&lt;/em&gt; sua estreia como diretora, Mercicleide Ramos retratou a vida de Ninão, um jovem que sofreu com o preconceito e com a falta de estrutura em casa devido à sua estatura, mas que por um período tornou-se atração de programas de televisão. Desta vez ela buscou uma personagem diferente. O Olhar de Zezita retrata a vida pessoal e a carreira de Zezita Matos como artista e como educadora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segundo Mercicleide Ramos, ela escolhe os personagens pelas histórias de vida de cada um. "Eu gosto de retratar boas histórias e histórias de pessoas interessantes, que fazem dos desafios degraus para chegar ao sucesso. Zezita Matos é uma mulher de garra, que foi mãe muito cedo, enfrentou a Ditadura Militar, enfrentou o desafio de ser atriz numa época em que as mulheres sofriam muito por escolher essa carreira", explica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De acordo com a diretora, não foi fácil retratar uma personagem como Zezita Matos, uma das atrizes mais importantes da Paraíba, que em 50 anos de carreira tem atuações marcantes no teatro, no cinema e uma única experiência em telenovela, nos anos 80, atuando ao lado de grandes nomes da teledramaturgia brasileira. "Foi difícil condensar uma vida inteira em poucos minutos. Zezita tem uma história muito rica", afirma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As gravações foram realizadas no período de 9 a 16 de julho nas cidades de Pilar - onde Zezita Matos nasceu - Campina Grande e João Pessoa. Com roteiro da própria Mercicleide Ramos, Kátia Dumont e Orlando Júnior, o documentário traz depoimentos de Zezita, de amigos, familiares e cenas gravadas em lugares importantes na história da atriz, como o colégio Liceu Paraibano e o Teatro Santa Roza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O documentário &lt;em&gt;O Olhar de Zezita&lt;/em&gt; foi totalmente produzido com recursos privados. Mercicleide Ramos decidiu procurar apoio da iniciativa privada. "Eu disse a algumas pessoas que iria fazer um vídeo com recurso privado e muita gente estranhou isso por imaginar que os empresários não iriam patrocinar cultura. Mas alguns empresários que me apoiaram disseram que nunca foram procurados para patrocinar esta ou aquela produção", ressalta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A cineasta diz que não é fácil conseguir patrocínio, por isso o importante é ter um bom projeto e estar preparado para 'vender' a ideia, mostrando ao empresário que ele não foi procurado à toa. "Eu comprei livros de marketing pessoal, de cultura como investimento rentável, estudei a história de alguns patrocinadores e fui à luta. É claro que ouvi muito 'não', mas não desisti. No final o vídeo teve quase 20 patrocinadores ou apoiadores", conta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mercicleide Ramos não para. Ela já pensa nos próximos trabalhos, ainda sem data para gravações. "Tenho planos para outro documentário. Posso adiantar que é sobre a vida de um paraibano que nasceu no interior e mora no Recife. Tenho também projeto para uma ficção. Já existe até um roteiro e o set para esse filme, mas antes eu quero aproveitar essa produção de documentários, que muito me encanta", revela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;A PERSONAGEM&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Severina de Sousa Pontes, mais conhecida por Zezita Matos, nasceu no município de Pilar-PB. Mudou para João Pessoa aos 12 anos, onde estudou no Liceu Paraibano. Na década de 60, já envolvida com o teatro, participou do movimento comunista e das Ligas Camponesas. Formada em Letras e Pedagogia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), participou da Campanha de Educação Popular (Ceplar), lecionou e foi diretora da Escola Dom Adauto, na Capital.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O primeiro papel de destaque nos palcos foi no espetáculo &lt;em&gt;Prima Dona&lt;/em&gt;, montagem do Grupo de Teatro Popular de Arte. Estreou no cinema com &lt;em&gt;Menino de Engenho &lt;/em&gt;(1970), de Walter Lima Jr. Depois vieram, &lt;em&gt;A Canga &lt;/em&gt;(2001), de Marcus Vilar, &lt;em&gt;Transubstancial&lt;/em&gt; (2003), de Torquato Joel, &lt;em&gt;Alma&lt;/em&gt; (2004), de André Morais, &lt;em&gt;Cinema, Aspirinas e Urubus &lt;/em&gt;(2005), de Marcelo Gomes, &lt;em&gt;O Céu de Suely&lt;/em&gt; (2006), de Karim Aïnouz, &lt;em&gt;Baixio das Bestas&lt;/em&gt; (2007), de Cláudio Assis, &lt;em&gt;O Sonho de Inacim&lt;/em&gt; (2009), de Eliézer Rolim, e &lt;em&gt;Olhos Azuis&lt;/em&gt; (2009), de José Joffily. Atualmente integra o Coletivo de Teatro Alfenim, com o qual participou do espetáculo &lt;em&gt;Quebra-Quilos&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-3070216221935922818?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/3070216221935922818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=3070216221935922818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/3070216221935922818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/3070216221935922818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2011/11/zezita-matos-e-homenageada-em.html' title='Documentário retrata a vida de Zezita Matos'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4Mx-K7_-BJ8/TrA5IFsMaZI/AAAAAAAAAD0/yqU_LtqoYrA/s72-c/Zezita07+%2528Silmara+Braz%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-7024524648012786051</id><published>2011-08-18T13:42:00.022-03:00</published><updated>2011-09-14T13:47:08.972-03:00</updated><title type='text'>JOSÉ RUFINO: No subsolo da natureza das coisas</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-81d61wQLdAI/Tk1waANsfdI/AAAAAAAAADw/j9NSF1qcNUw/s1600/Rufino3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" qaa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-81d61wQLdAI/Tk1waANsfdI/AAAAAAAAADw/j9NSF1qcNUw/s200/Rufino3.jpg" width="165" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;DEFINIDA nos dicionários como “faculdade de reter as ideias, impressões e conhecimentos adquiridos anteriormente”, a memória, no sentido de preservação, tem importância fundamental para a humanidade. Antítese da morte, na mitologia grega ela aparece personificada pela deusa Mnemósine – filha de Urano e Gaia e mãe das nove musas –, divindade que protege dos perigos do esquecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;De certa forma, essa luta contra o esquecimento move o artista plástico José Rufino, para quem a memória é matéria viva e inesgotável. Para ele a memória individual não basta, por isso muitas vezes se apodera das memórias familiares – seja de pessoas, de locais ou de objetos –, das quais nasceram seis instalações e uma série de desenhos. Dessa mesma fonte ele bebeu para escrever o romance &lt;em&gt;Desviver&lt;/em&gt;, sua estreia na literatura, que deve ser lançado ainda este ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Para Rufino há sempre uma porta aberta que o leva ao passado e lhe permite interferir na história individual das coisas. “É como se eu tivesse criado uma ferramenta para voltar a esses passados e, de alguma forma, remendá-los, subvertê-los, corrigir determinadas questões, se isso for possível, como se eu não me contentasse apenas com a memória e precisasse refazer os vários formatos de passado tanto do ponto de vista pessoal, como social e político”, explica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Esses retornos ao passado são constantes na sua obra, seja usando as memórias – suas ou de terceiros – ou se apropriando de objetos familiares de forma a reescrever a trajetória de cada um deles. “É como se eu lutasse contra o historicismo ou a maneira convencional de fazer História. Disparo contra a História e termino caindo na História da Arte. Mas esse meu desespero de retomar o passado e reescrevê-lo é também carregado de contradições, de equívocos”, diz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em permanente conexão com o passado, Rufino trabalha atualmente em uma obra que envolve a busca e aquisição de pinturas antigas, da época da União Soviética. A ideia, segundo ele, é rever as formas de representação de ícones ideológicos. Algumas dessas pinturas já estão no ateliê do artista, que também prepara exposição para abertura da temporada de ocupação da galeria da Usina Cultural Energisa, em João Pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Reencontro com a literatura&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O romance &lt;em&gt;Desviver&lt;/em&gt; é um reencontro de José Rufino com a literatura, área em que já teve uma breve experiência antes de se tornar artista plástico. No começo dos anos 1980, quando estudava no Recife (PE), ele conheceu poetas e artistas multimídias, como Jommard Muniz de Britto, e aumentou seu interesse pela poesia, que chegou a publicar no ambiente universitário. Depois passou à poesia visual, que já era uma estruturação das palavras ligadas às artes visuais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A sua produção nas artes plásticas sempre esteve, de alguma forma, ligada à literatura. Da arte postal ele passou para desenhos em um conjunto de envelopes e cartas de família, que resultou numa série chamada Cartas de Areia. “A minha obra como artista plástico sempre tem o texto como substrato. Eu também utilizo fragmentos de textos escritos. Paralelamente, eu sempre escrevi textos que eram complementos à minha produção em arte”, explica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No ano 2000, Rufino recebeu uma bolsa da Fundação Vitae para escrever textos de memória de lugares da infância e desenhar vinte desses lugares, num projeto que chamou de Topologias Aleatórias. “Esse foi o primeiro exercício; fazer uma relação entre memória e esquecimento. &lt;em&gt;Desviver&lt;/em&gt; começou nesse momento, pois foi quando comecei a experimentar uma forma de escrever que misturava uma sensação de memória com ficção”, diz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Essa incursão de Rufino pelas letras é como a retomada de um caminho ancestral, já que, pelo lado paterno, ele é sobrinho-neto de Horácio de Almeida, e primo de José Américo de Almeida e Átila de Almeida. Além disso, o avô paterno, José Rufino, de quem tomou emprestado o nome artístico, era um homem interessado em literatura e tinha uma grande biblioteca. Pelo lado materno ele é sobrinho-neto de Oscar de Castro e primo de Ângela Bezerra de Castro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas Rufino não procurou um caminho fácil para sua estreia na literatura. Preferiu se arriscar em uma narrativa não linear na qual o personagem articulador ora é o próprio autor, ora é seu avô e em determinados momentos é seu bisavô. “É como se o tempo fosse uma espécie de jaula para essa figura que narra fatos o tempo inteiro e vai debulhando ali sua história como se estivesse expurgando toda a sua vida a partir da casa grande do engenho Vaca Brava”, conta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ao contrário do que acontece normalmente, Rufino preferiu escrever um romance no qual o leitor não o identifica como artista plástico. “Quando um artista plástico faz um filme ou escreve um livro ele tem a preocupação muito grande de deixar claro que antes de qualquer coisa ele é um artista e não um escritor ou cineasta. Eu não tenho mais essa preocupação, perdi esse pudor. Então se sou paleontólogo ou artista isso não importa mais”, afirma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;De acordo com Rufino, o livro Desviver já está pronto e já tem uma editora interessada em publicá-lo, mas antes ele precisa fazer uma imersão no texto para ‘limpá-lo’, pois tem uma linguagem muito intrincada. “O livro tem que ser lançado ainda este ano. Até porque se cria uma expectativa e eu já tive uma bolsa de produção. Eu fiz contato com uma editora pela qual o livro deve ser publicado, mas ainda é cedo e prefiro não tratar disso agora”, salienta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Um artista em plena ascensão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;José Rufino é um dos artistas plásticos mais requisitados para exposições no Brasil e no exterior, mas as atividades diárias como professor universitário ocupam grande parte do seu tempo. Por isso, o pouco que sobra é precioso e ele usa para produzir e organizar os trabalhos que são enviados às exposições mundo afora. E é preciso ter disciplina para que essas duas faces – a do professor-paleontólogo e a do artista plástico – não se confundam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas o professor e o artista, embora sejam a mesma pessoa, são diferentes. “Enquanto artista eu tenho licenças poéticas para intervir no status quo, para intervir na natureza das coisas. Como paleontólogo eu só posso reproduzir e interpretar os fenômenos da natureza. O paleontólogo é muito mais limitado, sofre de determinadas frustrações, enquanto o artista complementa isso com direito ao devaneio”, diz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ser filho de Marlene Almeida, uma das artistas plásticas mais conhecidas do estado, não atrapalhou seu percurso, aconteceu exatamente o contrário. Segundo ele, o fato de ter uma artista plástica dentro de casa foi importante porque antecipou algumas etapas na carreira dele, pois do ponto de vista técnico, de conhecimento dos materiais, tudo isso ele já tinha através da mãe. E também um senso crítico já formado por ter tido contato anterior com a arte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“Partindo da obra dela, eu já entrei no mundo da arte contemporânea, não passei por um momento anterior. Passei por isso em literatura, mas em arte o meu gosto já foi formatado para uma visualidade, digamos que já sou descendente das vanguardas do século XX, então não tive conflito para assimilar obras de artistas como Duchamp, por exemplo. Já parti desses pra frente. Já sou um artista posterior às vanguardas nacionais, inclusive não precisei dessa maturação”, assegura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os nomes das exposições em Latim – Aenigma, Faustus – vem do seu perfil de paleontólogo e do seu método de trabalho. “Eu sou uma pessoa um tanto programada em tudo que faço. Desde o começo eu vislumbrava uma sequência de ações e de obras que tivessem uma relação corporal. Era como se o corpo fosse o palco de tudo que ia se processar. Várias dessas obras são sensações do corpo, como respirar (Respiratio), chorar (Lacrymatio), que terminam se transformando em instalações”, explica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“Muitas das instalações são corpos geométricos estendidos no chão, presos nas paredes. Cadeira, escrivaninha, birô, carimbo tudo isso se transforma em parte de corpo, como se eu tivesse exumando um certo corpo, como em Plasmatio, a instalação que fiz com papéis de desaparecidos políticos. Aquele não é meu corpo, mas a incorporação de um corpo coletivo, perdido inclusive. Essa é uma obra que nunca termino, que tá sempre em aberto”, complementa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Rufino admite que sua arte não busca o conforto, prefere o incômodo. “Eu não precisava fazer esse trabalho sobre os desaparecidos, mas tenho a necessidade de ir ao ponto nevrálgico, naquilo que dói, que me provoca incômodos. Minha ideia não era fazer uma homenagem aos desaparecidos políticos e sim mostrar a memória do desaparecimento. O interesse dessa obra é a sensação de perda, esse tipo estranho de morte”, afirma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Segundo Rufino, o processo de criação acontece em várias frentes ao mesmo tempo. “Para algumas obras o processo envolve uma pesquisa teórica ou de campo, esboços, testes de materiais e possibilidades técnicas e em outras tudo acontece mais instantaneamente, como se viessem prontas de um arquivo de possibilidades já construídas. O que costura tudo é a eterna ligação com o passado”, explica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Conectado com o mundo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Para o artista, o fato de morar na Paraíba não impede que ninguém participe de exposições em outros estados brasileiros. Ele, por exemplo, tem exposto no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e também no Chile, Estados Unidos, Inglaterra, Áustria, Alemanha etc. “Hoje com os mecanismos que a gente tem de contato com o mundo tanto faz morar aqui ou em outro lugar, por mais longínquo que seja dos grandes centros de produção de arte”, afirma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas há também um ponto negativo, como a logística das exposições, pois se fizer obras muito grandes pode inviabilizar a remessa para exposições fora da cidade. “Eu tenho pensado em fazer obras aqui e no lugar onde a exposição vai acontecer. Ou então manter conjuntos de obras, por exemplo, em São Paulo, onde a galeria que me representa mantém um galpão e as obras estão lá também”, explica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Rufino também não concorda com o lamento de muita gente que produz cultura no estado, de que não tem chance porque o governo não investe. “Acho que o governo deve investir, mas em políticas culturais. O governo deve apontar, por exemplo, no sentido de que se deixar nas mãos das empresas privadas ou de quem produz cultura de forma particular, talvez determinadas linguagens nunca cheguem ao público”, observa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Para ele, as iniciativas do Poder Público devem ser estendidas a todas as áreas. “Acredito que do ponto de vista das artes visuais isso também deve acontecer. O governo deve apontar direções, com eventos maiores para mostrar que peça tal é arte erudita, aquela outra é arte contemporânea, porque naturalmente isso não vai aparecer, porque a arte precisa de interlocutores, de mediação, que pode ser feita pelo governo”, acrescenta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O artista diverge da maioria em relação ao financiamento público de obras de arte. “Não acho necessariamente que o governo deve patrocinar a obra dos artistas, pra isso aí existem outros mecanismos. O circuito de arte é muito bem estabelecido hoje, ele tem os produtores, as galerias, os museus, os curadores, então todo esse circo já funciona sozinho. Quando faço uma exposição já existe o transporte, o seguro etc”, sublinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Rufino diz que hoje existe muitas formas de fazer o trabalho aparecer, a exemplo dos editais do Ministério da Cultura, Banco do Nordeste, Caixa Cultural, Santander, que são acessíveis também aos jovens artistas, que estão começando a carreira. Por isso aquele velho discurso “sou um grande artista, mas não apareço fora daqui por falta de condições”, para ele, não tem sentido. É preciso apenas estar atento ao lançamento dos editais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;PERFIL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;José Augusto Costa de Almeida nasceu em João Pessoa (PB), filho do professor Antônio Augusto Almeida e da artista plástica Marlene Almeida. Formado em Geologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde também fez o doutorado, é artista visual e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Fez cursos livres de artes na Coex/UFPB em 1977 e mudou-se para o Recife em 1983. Começou sua trajetória artística fazendo arte postal. Vencedor do 6º Prêmio Bravo de Cultura, 2010, na categoria Melhor Exposição (Faustus, no Palácio da Aclamação, Salvador, BA), expôs no Recife, Fortaleza, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e participou de mostras na Argentina, Venezuela, Cuba, Estados Unidos, Alemanha, Áustria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Texto publicado no &lt;em&gt;Correio das Artes&lt;/em&gt;,&amp;nbsp; julho de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-7024524648012786051?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/7024524648012786051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=7024524648012786051' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/7024524648012786051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/7024524648012786051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2011/08/jose-rufino-no-subsolo-da-natureza-das.html' title='JOSÉ RUFINO: No subsolo da natureza das coisas'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-81d61wQLdAI/Tk1waANsfdI/AAAAAAAAADw/j9NSF1qcNUw/s72-c/Rufino3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-6430375668156507259</id><published>2011-05-21T00:30:00.003-03:00</published><updated>2011-05-23T19:51:37.783-03:00</updated><title type='text'>A volta de Jack Sparrow</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LOnecdeci60/Tdg9HAWIHXI/AAAAAAAAADk/uufJTbdCiLs/s1600/Pirates.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-LOnecdeci60/Tdg9HAWIHXI/AAAAAAAAADk/uufJTbdCiLs/s200/Pirates.jpg" width="196" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Jack Sparrow&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;e Angelica, nova &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: orange; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;personagem feminina da trama&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Depois de quatro anos, Jack Sparrow (Johnny Depp) está de volta às telas em &lt;em&gt;Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas&lt;/em&gt; (Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides, EUA, 2011), o novo filme da série, dirigido por Rob Marshall, chamado para o lugar de Gore Verbinski, diretor dos três longas-metragens anteriores. A quarta aventura do capitão do Pérola Negra estreou na sexta-feira (20), em todo o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Em Piratas do Caribe 4,&lt;/em&gt; Jack Sparrow cruza com uma mulher do seu passado, Angélica (Penelope Cruz), a filha do lendário Barba Negra (Ian McShane). Sparrow está em busca da Fonte da Juventude, e não sabe se a relação deles é amor, ou se ela apenas é uma golpista que quer chegar à fonte. No navio de Barba Negra, o capitão do Pérola Negra não sabe se precisa ter mais cuidado no antigo amor ou no pai dela, seu grande Rival.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas desta vez Jack Sparrow não terá companhia de Will Tunner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley). Os dois atores não aceitaram participar da sequência por motivos diferentes, assim como o diretor Gore Verbinski, que dirigiu a animação Rango (2011). Com a ausência de Keira Knightley, escalaram Penélope Cruz para o papel feminino de destaque. A outra novidade é que este longa-metragem é o primeiro da saga filmado em 3D.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Baseado no livro &lt;em&gt;On Stranger Tides&lt;/em&gt; (1988), de Tim Powers, com roteiro assinado pela dupla Ted Elliott e Terry Rossio, os mesmos dos filmes anteriores, Piratas do Caribe 4 tem no elenco, além de Johnny Depp e Penélope Cruz, Geoffrey Rush, Ian McShane, Stephen Graham, Sam Clafin, Max Irons, Kevin McNally, Astrid Berges-Frisbey e Keith Richards, guitarrista do Rolling Stones, que também participou do terceiro filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim como nas aventuras anteriores, em que os piratas convivem com criaturas fantásticas - como os piratas Pérola Negra que se tornam esqueletos sob a luz da lua no primeiro filme, o Kraken e os tripulantes do Holandês Voador, no segundo -, as águas misteriosas navegadas no quarto filme tem algumas sereias, além dos zumbis que fazem parte da tripulação do Queen Anne's Revenge, o navio do Barba Negra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O desafio de Rob Marshall - que dirigiu &lt;em&gt;Chicago&lt;/em&gt; (2002) e &lt;em&gt;Nine&lt;/em&gt; (2009) - é conquistar as plateias mundo afora e tentar pelo menos se aproximar da abertura do terceiro filme, &lt;em&gt;Piratas do Caribe 3: No Fim do Mundo&lt;/em&gt;, que arrecadou US$ 114 milhões. Mas a julgar pela recepção fria do público do Festival de Cannes (França), onde longa-metragem foi exibido fora da competição, a tarefa não será fácil, embora plenamente possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os três primeiros filmes da série - P&lt;em&gt;iratas do Caribe 1: A Maldição do Pérola Negra&lt;/em&gt; (2003),&lt;em&gt; Piratas do Caribe 2: O Baú da Morte&lt;/em&gt; (2006) e &lt;em&gt;Piratas do Caribe 3: No Fim do Mundo&lt;/em&gt; (2007), arrecadaram mais de US$ 2 bilhões em bilheteria, principalmente pelo segundo longa, que com US$ 1,06 bilhão, é dono da quarta maior bilheteria da história, perdendo apenas para &lt;em&gt;Avatar&lt;/em&gt; (2009), &lt;em&gt;Titanic&lt;/em&gt; (1997) e &lt;em&gt;O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei&lt;/em&gt; (2003).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Antes da estreia da quarta aventura, já correm notícias de que Terry Rossio teria concluído o roteiro da próxima aventura - sem data definida para filmagens - e que Johnny Depp estaria confirmado tanto no quinto e como no sexto filmes da série Piratas do Caribe. Depp teria dito em entrevista recente que o personagem Jack Sparrow ainda tem muito a oferecer, dando a entender que deve continuar no papel do pirata em mais alguns filmes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aliás, pode-se creditar parte do sucesso da franquia Piratas do Caribe ao carisma de Johnny Depp, que entre uma viagem e outra no papel de Sparrow, dedica-se a outros projetos. Depois do terceiro Piratas ele fez &lt;em&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Inimigos Públicos&lt;/em&gt;. A agenda sempre lotada do ator é que estaria "atrapalhando" o fechamento da data das filmagens das próximas aventuras do capitão Jack Sparrow.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-6430375668156507259?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/6430375668156507259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=6430375668156507259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/6430375668156507259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/6430375668156507259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2011/05/volta-de-jack-sparrow.html' title='A volta de Jack Sparrow'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LOnecdeci60/Tdg9HAWIHXI/AAAAAAAAADk/uufJTbdCiLs/s72-c/Pirates.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-180391259365901764</id><published>2011-04-07T18:35:00.007-03:00</published><updated>2011-04-07T18:57:58.475-03:00</updated><title type='text'>O Rio de Carlos Saldanha</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UmjvIqI39wo/TZ4xdez3WYI/AAAAAAAAADc/YHekEFTZY-E/s1600/Rio11.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="0" height="119" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-UmjvIqI39wo/TZ4xdez3WYI/AAAAAAAAADc/YHekEFTZY-E/s200/Rio11.jpg" width="200" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Filme&amp;nbsp;mostra belas paisagens &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿﻿&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Depois de passear com sucesso pela Era Glacial&amp;nbsp;com a&amp;nbsp;trilogia &lt;em&gt;A Era dour Gelo&lt;/em&gt;, o cineasta Carlos Saldanha mudou para uma paisagem ensolarada. &lt;em&gt;Rio&lt;/em&gt;, seu novo filme, em cartaz&amp;nbsp;nos cinemas do país. Em João Pessoa, a animação estreou em oito salas, três delas em 3D. A animação explora as boas coisas da cidade maravilhosa. Fala da música brasileira, do Carnaval, da simpatia do povo, das praias. Nada melhor para uma cidade que, em cinco anos, vai sediar uma final de Copa do Mundo (2014) e uma Olimpíada (2016).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A expectativa sobre &lt;em&gt;Rio&lt;/em&gt;, uma das estreias mais esperadas do ano, é imensa. O diretor Carlos Saldanha trouxe técnicos do estúdio para visitar o Rio de Janeiro. Ele admite que reconstruir a cidade foi um dos maiores desafios da produção. O filme deve ser recordista de bilheteria neste fim de semana. Atores que dublam os personagens e jornalistas vieram ao Rio para o lançamento oficial da animação, que estreia em mais de mil salas em todo o Brasil – 676 salas no formato 35mm e em 332 em digital 3D, o maior lançamento da história no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O filme conta a história de Blu, uma arara domesticada que nunca aprendeu a voar e tem uma vida tranquila e confortável ao lado de sua dona, Linda, na cidade de Moose Lake, nos Estados Unidos. Os dois pensavam que Blu era o último de sua espécie, mas descobrem que há outra arara azul vivendo no Rio de Janeiro e partem para lá na expectativa de encontrar Jewel, uma ararra azul fêmea. Mas Blu e Jewel são sequestrados por contrabandistas de animais. Eles conseguem fugir com a ajuda de um grupo de pássaros da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mistura de aventura e comédia, &lt;em&gt;Rio&lt;/em&gt; é um projeto antigo de Carlos Saldanha. Ele declarou em entrevistas que esse longa-metragem é uma forma de mostrar as belezas da capital fluminense ao mundo, contrastando com. O filme tem um viés ecológico. Saldanha reúne uma fauna diversificada. Além das araras azuis, tem um tucano (Rafael), um cachorro (Luiz), uma Cacatua (Nigel) e outros dois pássaros (Pedro e Nico). Na homenagem à cidade onde nasceu, o diretor não deixa de mostrar a ação dos traficantes de animais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na versão americana, as vozes do personagens são de atores conhecidos como Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Rodrigo Santoro – que integra também o elenco de dublagem na versão em português –, Jamie Foxx, George Lopez, Tracy Morgan, Jemaine Clement, Hal Holbrook e Will.i.am, do grupo Black Eyed Peas. O filme também tem a participação de brasileiros na trilha sonora. A produção musical é de Sérgio Mendes. Bebel Gilberto e Carlinhos Brown interpretam algumas canções que embalam as aventuras de Blu no Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-180391259365901764?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/180391259365901764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=180391259365901764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/180391259365901764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/180391259365901764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2011/04/o-rio-de-carlos-saldanha.html' title='O Rio de Carlos Saldanha'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UmjvIqI39wo/TZ4xdez3WYI/AAAAAAAAADc/YHekEFTZY-E/s72-c/Rio11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-76215318020292665</id><published>2011-03-14T11:47:00.003-03:00</published><updated>2011-03-14T14:08:01.047-03:00</updated><title type='text'>Elpídio Dantas em Nova York</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No início do ano, o artista plástico Elpídio Dantas foi aos Estados Unidos visitar o filho Lupicínio, que não via há 11 anos. A passagem foi um presente de Miguel dos Santos e da Galeria Gamela. Em Nova York, pai e filho visitaram algumas exposições e foram convidados para expor na galeria da Organização das Nações Unidas (ONU) e na BEA Art Gallery, em junho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os dois estavam em um vernissage quando foi apresentado a Rosely Saad, curadora geral da galeria da ONU. "Nós estávamos na BEA Art Gallery, e eu estava com meu catálogo. Dei um a Rosely e ela gostou. Fomos ao gabinete dela e lá fomos surpreendidos com o convite para expor na galeria da ONU", contou Elpídio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As duas exposições devem ser realizadas em junho. A primeira será na BEA Art Gallery, em Manhattan, no começo do mês, mas ainda falta definir os detalhes, pois esse convite foi feito depois, quando ele já tinha retornado ao Brasil, por isso não teve tempo de pensar como vai se chamar a mostra, nem que tipo de obra ele vai levar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já para a galeria da ONU a dupla tem algumas coisas definidas. A mostra vai se chamar 'Um Olhar Sulamérico', título de um poema de Lupicínio, que vai integrar a exposição e o catálogo que será produzido. "Eu já estou trabalhando em umas telas para essa exposição. Devo levar cerca de 30 trabalhos e gostaria também de levar algumas esculturas", disse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre o artista –&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Elpídio Dantas nascru em São Bento (PB) e.começou a desenhar ainda na infância. Em 1974 mudou para João Pessoa e três anos depois realizou a primeira exposição individual na Capital. A partir daí não parou mais. Participou de coletivas no Recife, Rio de Janeiro, Estados Unidos, Portugal e França, além de individuais em Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;BEA (Nova York) –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; A Brazilian Endowment of Arts (BEA) foi fundada em 2006 pelo paraibano Domício Coutinho, que mora em Nova Yorh há quase 50 anos com o objetivo promover e cultivar o uso da língua, cultura, artes e letras brasileiras nos Estados Unidos. O centro recebeu vistas de escritores como Nélida Piñon, Ana Maria Machado e do cineasta Nelson Pereira dos Santos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-76215318020292665?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/76215318020292665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=76215318020292665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/76215318020292665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/76215318020292665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2011/03/elpidio-dantas-em-nova-york.html' title='Elpídio Dantas em Nova York'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-631981871493201317</id><published>2009-05-31T00:09:00.004-03:00</published><updated>2009-07-09T11:07:06.777-03:00</updated><title type='text'>Ninão e Pedro Pedra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tempo bom para o audiovisual paraibano. Enquanto André Costa Pinto finaliza seu primeiro longa-metragem, &lt;em&gt;Tudo que Deus criou&lt;/em&gt;, outras produções estão sendo realizadas. Uma delas é sobre o homem mais alto do Brasil – e o segundo mais alto do mundo – Joelison Fernandes da Silva, o Ninão, que, aos 23 anos mede 2,30 metros, documentário de Mercicleide Ramos. A outra é &lt;em&gt;Pedro Pedra&lt;/em&gt; de Rizemberg Felipe, que está sendo rodado em João Pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninão se tornou conhecido na Paraíba e no Brasil depois que foi personagem de várias matérias na televisão. E foi assistindo a uma dessas reportagens que Mercicleide teve a idéia de fazer um documentário sobre Ninão. . Mas precisou esperar dois anos entre a idéia e a realização. A oportunidade veio como trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social – habilitação em Rádio e TV – da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário não vai mostrar apenas a festa em torno do “homem mais alto do Brasil”. Mercicleide retoma os depoimentos que ouviu quando visitou a cidade de Assunção, onde nasceu e vive seu personagem. São várias histórias contadas por parentes, vizinhos e amigos, que relataram as dificuldades enfrentadas pela família, obrigada a conviver com uma doença que sequer sabiam existir e morando numa cidade pequena e carente de recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como produção audiovisual custa caro, a diretora enfrenta dificuldades. Primeiro porque é preciso deslocar a equipe para o interior do estado e oferecer o mínimo de condições. A produção está sendo custeada pela própria diretora, que se responsabiliza pelas passagens e pela alimentação. Ela também tem que dividir o equipamento – que pertence ao Departamento de Comunicação (Decom/UFPB) – com alunos envolvidos em outras produções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gravações estão sendo realizadas em Assunção e João Pessoa. Além da diretora e produtora Mercicleide Ramos, o vídeo conta com Luís Augusto, que faz a direção de fotografia e câmera, Davi Abraão que divide com ela a produção, Niaranjan Do Ó, responsável pelo som e iluminação e Amara Alcântara, que realiza o still. A produção tem apoio cultural da Empresa de Serviços Culturais e do grupo Castelo Audiovisual. Apenas para divulgação, que fique bem claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mercicleide Ramos dirigiu o vídeo documentário Também sei fazer cinema e produziu os documentários O saco de histórias e O verdadeiro artesão, e três vídeos de ficção, O ponto, Dois mundos e Hipertensão. Ela também integra o projeto de pesquisa sobre Mídias Móveis, coordenado pela professora Nadja Carvalho, e faz parte da equipe dos projetos Paraíba Cine Senhor e Essa é minha escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Ficção e realidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O curta-metragem &lt;em&gt;Pedro Pedra&lt;/em&gt;, com roteiro e direção de Rizemberg Felipe, surgiu de um fato real, que o diretor – fotógrafo do Jornal da Paraíba – viu nas ruas de João Pessoa quando fazia fotos para uma reportagem. Ao decidir fazer o vídeo, Rizemberg se propôs o desafio de encarar a falta de recursos. Apostando em atores amadores. O protagonista é interpretado pelo estreante José Saul. O mais experiente do elenco é Joálisson Cunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rizemberg Felipe tinha realizado outros trabalhos antes de &lt;em&gt;Pedro Pedra&lt;/em&gt;, todos nos Estados Unidos, como o vídeoclipe &lt;em&gt;Story of us!,&lt;/em&gt; produzido durante o curso de direção feito na New York Film Academy e premiado no Jampa Vídeo Festival, realizado pelo Sesc. O diretor pretende inscrever o vídeo nos principais festivais nacionais da categoria. A equipe é formada por João Medeiros (fotografia), Wister Galvão (edição de imagens e pós-produção).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-631981871493201317?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/631981871493201317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=631981871493201317' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/631981871493201317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/631981871493201317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2009/05/ninao-e-pedro-pedra.html' title='Ninão e Pedro Pedra'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-4548910538771061088</id><published>2008-08-29T09:15:00.010-03:00</published><updated>2008-08-29T20:52:35.175-03:00</updated><title type='text'>Um olhar sobre a fé nordestina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_cOXgoOZo3pQ/SLfqQMT3lqI/AAAAAAAAAB4/dMHXr8Aht9s/s1600-h/07_foto+ivan+correia.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239914255372228258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" height="161" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_cOXgoOZo3pQ/SLfqQMT3lqI/AAAAAAAAAB4/dMHXr8Aht9s/s200/07_foto+ivan+correia.JPG" width="218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A religiosidade é um sentimento muito forte no Nordeste, região onde vários religiosos fizeram História. O mais conhecido deles é o Padre Cícero, a quem o povo sertanejo, com sua fé inabalável, recorre para renovar as esperanças de uma seca menos rigorosa, para curar os males e apontar um futuro menos sofrido. Por isso, anualmente a cidade de Juazeiro do Norte (CE), onde fica o san&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cOXgoOZo3pQ/SLfpg_AdyuI/AAAAAAAAABo/gmUCIjbLUvA/s1600-h/10_foto+ivan+correia.JPG"&gt;&lt;/a&gt;tuário do “Padim”, recebe milhares de romeiros que vão pagar promessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns desses instantes de fé em que o sertanejo, mesmo acompanhado de uma multidão, consegue ficar a sós com seu protetor e pedir as bênçãos para enfrentar as adversidades que certamente virão, foram capturados pelas lentes – e pela sensibilidade – do fotógrafo Ivan Correia, que retratou a romaria de Juazeiro em mais de duas mil fotos, das quais selecionou algumas para a exposição &lt;em&gt;Romeiros de corpo e alma,&lt;/em&gt; que logo se tornaria um livro homônimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para publicar o livro, conseqüência natural de sua incursão pela romaria de Juazeiro, o fotógrafo arregaçou as mangas mais uma vez e buscou patrocínio da iniciativa privada. A publicação traz todas as fotos da exposição e outras seis delas inéditas, além de textos do Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, do jornalista Renato Félix, do historiador Anselmo Santana, dentre outros que ficam nas entrelinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho de Ivan Correia retrata não apenas os romeiros, aquela gente com expressão sofrida e uma fé inabalável, mostra também um sentimento ainda presente na vida dos nordestinos, que repetem, ano a ano, o mesmo caminho em direção ao santuário do Padre Cícero e lá encontram – muitas vezes sem perceber – pessoas com quem esbarraram em datas passadas e, com certeza, ainda se encontrarão em outras romarias pelo tempo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, &lt;em&gt;Romeiros de corpo e alma&lt;/em&gt; é parte de um projeto pessoal do fotógrafo, que pretende retratar diversos aspectos da cultura nordestina. Melhor seria dizer que ele gosta de fotografar o povo do Nordeste. A religiosidade foi escolhida para abrir a série, mas Ivan pretende mostrar também os nordestinos na agricultura, na arquitetura para dar continuidade à proposta. O próximo trabalho vai mostrar o nordestino na música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso ele escolheu o cantor e compositor paraibano Chico César, que traz em sua música muito da raiz nordestina, sobretudo da infância em Catolé do Rocha (PB), cidade que receberá uma exposição. O título provisório é &lt;em&gt;Uma encanta pelo som, outra pela luz - fotografias de Ivan Correia inspiradas nas canções de Chico César&lt;/em&gt;. Mas essa segunda parte do projeto ainda não tem data marcada. Ivan continua divulgando o primeiro livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan Correia nasceu em João Pessoa e, quando teve o primeiro contato com a câmera fotográfica, em 1995 não percebeu que nascia ali uma paixão. Fez alguns trabalhos amadores antes de atuar profissionalmente. Dois anos mais tarde começaria a desenvolver seus próprios projetos. Assim surgiu a exposição, &lt;em&gt;Campanário&lt;/em&gt;, sobre as igrejas da capital paraibana. Ivan é professor de Inglês e estudante de Letras na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-4548910538771061088?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/4548910538771061088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=4548910538771061088' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/4548910538771061088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/4548910538771061088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2008/08/um-olhar-sobre-sobre-religiosidade.html' title='Um olhar sobre a fé nordestina'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cOXgoOZo3pQ/SLfqQMT3lqI/AAAAAAAAAB4/dMHXr8Aht9s/s72-c/07_foto+ivan+correia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-1507416883835800272</id><published>2008-05-31T14:09:00.011-03:00</published><updated>2009-04-03T23:00:56.709-03:00</updated><title type='text'>Anne Frank além do diário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0); font-family: arial;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/SEGKbqiolMI/AAAAAAAAABY/kT9Rb_3nx6c/s1600-h/af.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/SEGKbqiolMI/AAAAAAAAABY/kT9Rb_3nx6c/s200/af.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206594852097660098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;        “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Desde o começo foi mostrado aos reclusos que a vida em Auschwitz era incomparavelmente mais difícil do que a morte”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Melissa Müller)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="western"&gt;Publicado pela primeira vez em 1947, dois anos após o fim da 2ª Guerra Mundial, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O diário de Anne Frank&lt;/span&gt; comoveu muita gente e, pode-se assim dizer, tornou-se um dos mais famosos e impressionantes documentos sobre o holocausto. A adolescente legou às gerações futuras seu testemunho sobre os tempos de intolerância na Europa dominada pelos nazistas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; No seu diário, a garota judia relata a convivência nem sempre amistosa de oito pessoas confinadas por mais de dois anos num sótão escuro e úmido de Amsterdã. O livro é o relato impressionante sobre o sentimento da adolescente – e que pode ser traduzido no sentimento coletivo do povo judeu –, que estendia sua dor aos demais perseguidos por Adolf Hitler e simpatizantes do nazismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A jornalista austríaca Melissa Müller leu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;O diário de Anne Frank&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; aos 13 anos e se apaixonou pela história. E sentiu falta de informações sobre a vida dos Frank antes do Nazismo e do confinamento na capital holandesa e sobre os fiéis amigos que lhes ajudaram. Assim nasceu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Anne Frank – uma biografia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; (Record, 400 páginas), que registra desde o nascimento da menina até seus últimos dias em Bergen-Belsen.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O livro começa pelo dia em que os Frank (Otto, Edith, Margot e Anne), os Van Pels (Herman, Auguste e Peter) e Fritz Pfeffer foram presos pelos nazistas após terem sido delatados. Depois volta aos anos 1920 mostrando os acontecimentos políticos, sociais e econômicos da Alemanha, passando pela ascensão de Hitler e a gestação do movimento anti-semita no país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Melissa Müller pesquisou em vários países e teve acesso aos documentos da época, tanto de autoridades holandesas como os despachos de Hitler e seus principais ministros, que tratavam da solução final da questão judia. A autora também conseguiu, junto ao Anne Frank Fonds, as muitas cartas escritas por Anne, e encontrou Miep Gies, secretária de Otto Frank e uma das responsáveis pela sobrevivência das famílias clandestinas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esse mergulho no passado deu a autora uma visão privilegiada para, com seu senso crítico apurado, registrar os primeiros sinais da intolerância dos nacional-socialistas e também retratar sua biografada de uma forma bastante honesta, sem esconder histórias nem tão agradáveis que descobriu em suas pesquisas, como a relação muitas vezes conturbada entre Anne e Edith Frank.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Anne Frank – Uma Biografia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; tem um posfácio escrito por Miep Gies e muitas fotos. No epílogo, a autora mostra a vida de Otto Frank – único sobrevivente da família – após a Guerra. O livro traz ainda a árvore genealógica dos Frank (família de Otto) e dos Holander (família da Edith), com um quadro cronológico que vai de julho de 1869 a agosto de 1945 e uma relação de todas as fontes consultadas, organizada conforme os capítulos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 255);font-family:arial;" &gt;EM TEMPO: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anne Frank gostava de escrever e, no período em que estava na clandestinidade, produziu bastante. São fábulas, contos, ensaios e pelo menos uma novela, que ficou inacabada. Esses textos foram organizados por Otto Frank, seu pai, e publicados no livro  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Contos do esconderijo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; , em 1949. No Brasil, os dois livros de Anne Frank foram publicados editora Record.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-1507416883835800272?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/1507416883835800272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=1507416883835800272' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/1507416883835800272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/1507416883835800272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2008/05/anne-frank-alm-do-dirio.html' title='Anne Frank além do diário'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/SEGKbqiolMI/AAAAAAAAABY/kT9Rb_3nx6c/s72-c/af.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-6583090222940812760</id><published>2008-03-04T19:57:00.011-03:00</published><updated>2008-05-31T14:40:22.949-03:00</updated><title type='text'>Duas ruas, mil charges</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em 1987, o cidadão Régis Soares decidiu fazer um protesto para chamar a atenção das autoridades que cuidavam da cidade. Havia, na rua onde trabalhava, um buraco grande que prejudicava a todos que passavam por lá. Ele não fez passeata nem greve de fome. Colocou um painel com uma charge na esquina das ruas Etelvina Macedo de Mendonça com a Barão da Passagem, onde até hoje funciona seu ateliê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não poderia ter feito protesto melhor. A charge fez sucesso de imediato, agradando aos vizinhos e outras pessoas que passavam pelo local. Mas não sensibilizou a quem deveria, as autoridades, e o buraco permaneceu aberto por quatro anos. Vinte e um anos e mil charges depois, seus trabalhos fazem parte do cotidiano da cidade e são referência no bairro da Torre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Régis Soares se tornou, ao longo desse tempo, uma espécie de cronista que retrata o cotidiano do Brasil através das charges, abordando fatos da política, do futebol, televisão e outros assuntos que repercutem no país e no estado. Pelos seus painéis passaram os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique e agora o presidente Lula, além dos políticos do estado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o chargista, a população respeita seu trabalho. Ele nunca teve um trabalho pichado. Mas já enfrentou problemas com pessoas que não gostaram das críticas que fez. Logo quando começou a fazer as charges, um secretário que passava pelo local destruiu um painel porque não gostou da charge. E voltou a enfrentar o mesmo problema em 2006, quando destruíram uma charge que criticava o presidente Lula. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Engana-se quem pensa que Isso o intimidou. Até porque ele sempre fez críticas aos políticos de todas as tendências e de todos os partidos, afinal, a política ainda é maior fonte de inspiração para os humoristas brasileiros. E como todo chargista, nada – e ninguém – está fora do alcance de seus pincéis. Nem o flamengo, time do coração, escapa às tintas do artista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas como viver apenas de arte ainda é um sonho distante para a maioria dos artistas paraibanos, Régis vive de pintar faixas e cartazes. Nessas duas décadas, ele teve pouco apoio da iniciativa privada e menos ainda dos poderes públicos. Todos os livros que publicou até agora – exceto &lt;em&gt;15 anos de Charges na Rua&lt;/em&gt;, que teve 50% do custo patrocinado pela iniciativa privada – foram custeados pelo próprio chargista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paraibano de João Pessoa, Reginaldo Soares Coutinho, é chargista, cartunista e caricaturista. Começou em 1983, publicando suas charges em um jornal da capital. O trabalho chamou a atenção da academia. Primeiro inspirou o vídeo-documentário “Charges na Rua”, de Larissa Claro, Alexandre Macedo e Fábio Lopes, na época estudantes de Comunicação Social da UFPB.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois as charges também atraíram a atenção da professora Francineide Fernandes, do departamento de Letras da UFPB, que em sua dissertação de mestrado analisou alguns trabalhos do cartunista para mostrar como ele retrata nossas mazelas sociais. Ela estendeu sua pesquisa e vai prosseguir analisando a obra de Régis Soares no doutorado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Régis publicou os livros &lt;em&gt;Charges e Caricaturas &lt;/em&gt;(1993), &lt;em&gt;Pintando o Sete e Desenhando os Outros &lt;/em&gt;(2000), &lt;em&gt;Charges na Rua&lt;/em&gt; (2002) e &lt;em&gt;15 anos de Charges na Rua&lt;/em&gt; (2006), além de &lt;em&gt;Álbum da Familia Baiano&lt;/em&gt;, uma coletânea de caricaturas das personalidades que frequentam do Bar do Baiano - ponto de encontro de poetas e jornalistas –, organizada por Ed Porto Bezerra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-6583090222940812760?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/6583090222940812760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=6583090222940812760' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/6583090222940812760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/6583090222940812760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2008/03/teste.html' title='Duas ruas, mil charges'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-1128669525253841926</id><published>2007-08-15T21:05:00.003-03:00</published><updated>2009-07-17T10:05:35.447-03:00</updated><title type='text'>Não é bem assim</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/RsOV6486qkI/AAAAAAAAAAc/zRFpX0uYdG8/s1600-h/novica-rebelde06.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099084042066373186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/RsOV6486qkI/AAAAAAAAAAc/zRFpX0uYdG8/s200/novica-rebelde06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Certa vez, assistindo ao filme &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A Noviça Rebelde &lt;/span&gt;(The Sound of Music, EUA/1965), estranhei que ela, a noviça Maria, fosse considerada rebelde. Para mim, a rebeldia sugerida no título estava deslocada. É claro que ela não se enquadrava totalmente nas regras rígidas do convento, mas tratá-la como rebelde era um exagero. Talvez por isso mesmo o título original seja apenas “O Som da Música”.&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: arial; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;Isto, mais tarde eu compreenderia, é um problema que há tempos acompanha as traduções para o português dos títulos de filmes estrangeiros. Assim vão surgindo os títulos que se pretendem engraçados e que, na verdade, mais confundem do que orientam o público. Principalmente nas comédias. Quem prestar atenção vai perceber que muitas delas buscam fazer graça já no título.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: arial; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;O que dizer, por exemplo, de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Quase Feitos Um para o Outro&lt;/span&gt;. Realizado em 1997 – o título original é Zeus e Roxane –, o filme de George Miller conta a história de um cachorro (Zeus) que se apaixona por uma baleia (Roxane). Nem mais nem menos, apenas o nome dos personagens principais. Mas alguém sempre acha que deve fazer um título “engraçadinho'.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: arial; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;No entanto, há casos mais graves em que a idéia do filme é completamente distorcida. Pode-se dizer que muitas vezes a versão brasileira é, no mínimo, infeliz. É o caso de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O Tiro Que Não Saiu Pela Culatra&lt;/span&gt;, comédia de Ron Howard que tem Steve Martin, Rick Moranis e Jason Robards no elenco. O título orignal, Parenthood (EUA/1989), signica &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Paternidade&lt;/span&gt;. Uma palavra que resolve todo o problema.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: arial; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;Também com Steve Martin, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Um Espírito Baixou Mim&lt;/span&gt;, de Carl Reiner, feito cinco anos antes, se chama, na verdade, Tudo de Mim (All of Me). Novamente Carl Reiner e Steve Martin, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O Médico Erótico&lt;/span&gt; (The Man With Two Brains/ EUA/1983), um titúlo apelativo para &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O Homem Com Dois Cérebros&lt;/span&gt;, conforme o título original. A história mostra um médico casado (Steve Martin) que se apaixona por um cérebro.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: arial; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;O exagero talvez tenha surgido pelo sucesso de &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Corpos Ardentes &lt;/span&gt;(Body Heat/EUA/1981), de Lawrence Kasdan, no qual Kathleen Turner – que em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O Médico Erótico &lt;/span&gt;vive a mulher de Steve Martin – interpreta uma mulher sedutora em uma história sensual. Só isso pode explicar – ainda que justifique – um título tão apelativo e tão distante do que o filme se propõe.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: arial; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;É claro que não defendo que todos os filmes, de todas as nacionalidades, tenham sempre títulos traduzidos literalmente. Mas que os responsáveis usem um pouco mais a criatividade ao verter os títulos originais para o português. O problema existe há muito tempo, mas também existem bons exemplos em que os tradutores acertaram na versão, deixando o título, pelo menos para nós brasileiros, mais atraente.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: arial; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;Um deles é &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;À Espera de Um Milagre&lt;/span&gt; (The Green Mile/EUA/1999), de Frank Darabont. Para quem não lembra, o filme conta a história de uma homem inocente condenado à morte na cadeira elétrica, cujos últimos passos no “corredor da morte” são no piso verde ao qual se refere o título original. Para nós que pouco sabemos da “milha”, com certeza o título não teria o mesmo impacto.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: arial; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;Vale destacar também que o público, assim como os guardas do corredor da morte, torcem pelo milagre que salvará John Coffey, personagem de Michael Clarke Duncan, da execução na cadeira elétrica. Para terminar, outro filme de Darabont, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Um Sonho de Liberdade&lt;/span&gt; (The Shawshank Redemption), também recebeu uma tradução compatível com a história contada na tela.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-1128669525253841926?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/1128669525253841926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=1128669525253841926' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/1128669525253841926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/1128669525253841926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2007/08/no-bem-assim_15.html' title='Não é bem assim'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/RsOV6486qkI/AAAAAAAAAAc/zRFpX0uYdG8/s72-c/novica-rebelde06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-869194343075856927</id><published>2007-07-25T10:48:00.002-03:00</published><updated>2008-10-21T23:44:56.533-02:00</updated><title type='text'>Para conhecer Shakespeare e outros autores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/Rqfrp-RWqkI/AAAAAAAAAAU/R4YypYjnkJ8/s1600-h/Shakespeare.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091297010088585794" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/Rqfrp-RWqkI/AAAAAAAAAAU/R4YypYjnkJ8/s200/Shakespeare.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A internet é mundo de possibilidades e todo mundo sabe disso. Mas quantas pessoas, mesmo aquelas que navegam diariamente na rede mundial, conhecem o Domínio Público? Pois bem, o portal mantido pelo Ministério da Educação (MEC) disponibiliza diversas obras das mais variadas áreas do conhecimento – e em mais de dez idiomas – que podem ser consultadas 24 horas por dia, sete dias por semana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;O melhor é que o visitante entra sem pagar nada e pode acessar as mais de vinte mil obras cadastradas, sejam imagens (vídeo, fotografia, gravuras, pinturas), textos e arquivos sonoros. O acervo dispõe de obras de Shakespeare, Fernando Pessoa, Dante Alighieri, Machado de Assis, Karl Marx, Platão, Oscar Wilde, Allan Kardec, Karl Marx, Albert Einstein e vários outros autores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De acordo com o número de downloads encontrado no próprio site, &lt;em&gt;A Divina Comédia&lt;/em&gt;, de Dante Alighieri teve mais de cem mil acessos. Este número mostra que a internet também pode ser usada para incentivar a leitura. Entre as dez obras mais consultadas podemos encontrar &lt;em&gt;A Comédia dos Erros&lt;/em&gt;, de Shakespeare, e &lt;em&gt;Dom Casmurro&lt;/em&gt;, de Machado de Assis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No ano passado, o Domínio Público recebeu a visita de mais de 460 mil pessoas – contando apenas um usuário por computador –, sendo mais de 53 mil no mês de maio, que registrou o maior número de visitas, e pouco mais de 24 mil em dezembro, quando os internautas procuraram menos o site. A média de acessos mensais também pode ser encontrada no portal, na seção “estatísticas”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda assim, circulou pela internet um boato informando que o portal estaria fechando por falta de acessos. Esses números desmentem essa informação. O número de acessos pode até variar de acordo com o mês, mas não há como negar que a importância do Domínio Público está sendo reconhecida. Isto sim, é um fato inegável. As estatísticas comprovam que os internautas estão descobrindo o portal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lançado em 2004 com um acervo inicial de 500 obras, o portal trabalha com obras que já são de domínio público e por isso não implicam mais no recolhimento de direitos autorais. Também trabalha com obras cuja publicação é autorizada pelos respectivos autores (via de regra, pela licença Creative Commons para publicação na internet) e com publicações de órgãos públicos, como o próprio MEC.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dos maiores nomes da literatura brasileira e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL), Machado de Assis é um dos autores com grande número de obras no acervo do Domínio Público. Livros como &lt;em&gt;Contos Fluminenses&lt;/em&gt; (1870), &lt;em&gt;A Mão e a Luva&lt;/em&gt; (1874), &lt;em&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/em&gt; (1881), &lt;em&gt;Dom Casmurro&lt;/em&gt; (1899), &lt;em&gt;Esaú e Jacó&lt;/em&gt; (1904), entre outras do autor, podem ser encontrada no site.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E qualquer pessoa pode colaborar com o portal. Quem quiser fazê-lo pode ser voluntário (digitalizando obras que já se encontram em domínio público), autor (cedendo obras de sua autoria, se você é escritor, músico, fotógrafo, ilustrador, cineasta etc), tradutor (traduzindo obras que já se encontram em domínio público) ou parceiro (cedendo os direitos autoriais de obras que a sua organização – pessoa jurídica – detenha).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que o endereço do portal ficou para o fim propositadamente. Basta acessar &lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/"&gt;www.dominiopublico.gov.br&lt;/a&gt; e ser feliz com as informações que por lá encontrar.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-869194343075856927?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/869194343075856927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=869194343075856927' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/869194343075856927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/869194343075856927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2007/07/domnio.html' title='Para conhecer Shakespeare e outros autores'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/Rqfrp-RWqkI/AAAAAAAAAAU/R4YypYjnkJ8/s72-c/Shakespeare.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-5202690641162994761</id><published>2007-04-16T20:09:00.001-03:00</published><updated>2009-02-15T21:03:30.062-03:00</updated><title type='text'>Duas vezes com Helena - Um jogo de sedução</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/RiQDZe6On8I/AAAAAAAAAAM/K19TPptiHFQ/s1600-h/2-vezes-com-helena12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054168418145443778" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/RiQDZe6On8I/AAAAAAAAAAM/K19TPptiHFQ/s200/2-vezes-com-helena12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;Bons filmes nem sempre são exibidos no circuito comercial de João Pessoa. Mas podem ser vistos em DVD. É o caso de &lt;i&gt;Duas Vezes Com Helena&lt;/i&gt; (2001), de Mauro Farias. Com roteiro de Melanie Dimantas, baseado em conto de Paulo Emílio Salles Gomes, o filme narra, de forma sutil, um plano meticulosamente planejado e que tinha tudo para ser perfeito. O acaso fez com que a trama fosse descoberta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;Resumindo, &lt;i&gt;Duas Vezes Com Helena&lt;/i&gt; conta a história da amizade de Polydoro (Fábio Assumção) com o professor Alberto (Carlos Gregório), seu mentor. Na verdade, entre os dois se estabelece uma relação de cumplicidade e confiança absoluta. Nenhum ousaria duvidar da lealdade do outro. Até porque sem essa confiança cega a história não teria sentido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;Polydoro passa um temporada na Europa e quando retorna encontra o professor casado. Mas não conhece, de imediato, a esposa do amigo. Alberto, que ainda não tem filho – pelo menos nós ainda não fomos informados disso –, age como um pai zeloso e, achamdo que o discípulo está abatido, pede que ele faça alguns exames. Até aí tudo bem, mas isto é imprescindível para tudo o que será revelado mais adiante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;O filme tem, no início, um ritmo lento, que parece não evoluir. Mas essa calmaria é proposital e vai nos induzindo a pensar outras coisas para um possível desfecho, embora deixe uma sensação de que há algo de errado no ar, algo que de uma hora para outra vai surgir para quebrar as boas relações entre mestre e discípulo. Mas o diretor, em nenhum momento, abre mão da sutileza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;Alberto convida Polydoro para passar uns dias em uma casa no interior. Metódico, o professor consulta uma agenda e marca o dia exato para a visita do ex-aluno. Recebido por Helena (Christine Fernandes) – ela ainda não havia aparecido fisicamente no filme –, que comunica a ausência do marido, nem de longe Polydoro suspeita que ausência do amigo faz parte de um plano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;É nesse ambiente que se dá a traição, ou melhor, o jogo de sedução habilmente conduzido por Helena, que prepara os pratos preferidos do convidado, tem sempre à mão as bebidas que mais o agradam, e, embora não olhe Polydoro nos olhos, lança sorrisos que o encantam. É ela também quem toma a iniciativa do beijo, quando já sabe que ele não esboçaria qualquer reação contrária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;Aliás, jogo é uma palavra chave para entendermos&lt;i&gt; Duas Vezes com Helena&lt;/i&gt;. O diretor Mauro Farias propõe ao público um jogo que, montado aos poucos como um quebra-cabeça, precisa ser desmontado cuidadosamente para que se chegue à solução ou ao resultado que justifique o próprio filme. No entanto, ele dá pistas que, se seguidas pelo espectador, não apontarão para a verdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;Segundo longa-metragem de Mauro Farias, que havia realizado a comédia &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Não Quero Falar Sobre Isso Agora &lt;/span&gt;(1989), premiado no Festival de Gramado, &lt;i&gt;Duas Vezes Com Helena&lt;/i&gt;, não é um filme de paixões avassaladoras, suspenses de tirar o fôlego ou coisas do gênero. Ao contrário disso, o cineasta conseguiu imprimir o ritmo e o tempo certos para a trama. Pode não ser um grande filme, mas precisa ser visto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-5202690641162994761?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/5202690641162994761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=5202690641162994761' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/5202690641162994761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/5202690641162994761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2007/04/duas-vezes-com-helena-um-jogo-de-seduo.html' title='Duas vezes com Helena - Um jogo de sedução'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_cOXgoOZo3pQ/RiQDZe6On8I/AAAAAAAAAAM/K19TPptiHFQ/s72-c/2-vezes-com-helena12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27062687.post-116766559433037372</id><published>2007-01-01T13:27:00.001-02:00</published><updated>2008-06-23T09:03:14.566-03:00</updated><title type='text'>Pela simplicidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que pode fazer uma pessoa que gosta de coisas simples para viver bem em um mundo cada vez mais complexo e, conseqüentemente, mais difícil? A pergunta, na verdade, não precisa de respostas. É apenas um desabafo contra a quantidade de coisas nem sempre úteis que infestam nossas vidas, seja em casa ou no trabalho, e que, de fato, não melhoram nossa vida nem nosso desempenho profissional.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nada tenho contra as novas tecnologias. Reconheço a utilidade dos computadores, com os quais tenho convivido muito bem. Não acredito que viveria melhor sem eles. Assim como sei que o DVD é melhor do que o videocassete. Mas não concordo que temos a necessidade de adquirir novos produtos só porque o modelo novo é um pouco mais avançado que o anterior, que ainda me serve. Embora os vendedores insistam que eu precise de tudo isso e muito mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dias desses entrei em uma loja procurando um pendrive, dispositivo de informática para armazenamento de dados, e encontrei vários modelos. Uns com MP3, outros com MP4, outros com gravador de voz. Eu queria um modelo simples, que fosse apenas pendrive. Não tinha. Procurei em outras lojas e novamente me ofereceram o produto com várias utilidades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vendedora disse que talvez eu encontrasse em uma loja de informática. Nas duas primeiras, a exemplo dos estabelecimentos anteriores, me mostraram modelos avançados, que tinham recursos para facilitar o meu trabalho. Educadamente expliquei que não precisava de um MP3 ou qualquer coisa semelhante nas minhas atividades profissionais. Mas de um simples pendrive. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E os celulares? Ao entrar numa loja para comprar um telefone celular, cujo objetivo deve ser falar e ouvir, com no máximo uma boa agenda, fui apresentado a diversos aparelhos com rádio FM, câmeras fotográficas com tantos megapixels de resolução e cabo de dados incluso, MP3 ou MP4, acesso a internet e um programa para checar os e-mails.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu quero apenas um celular para falar, que pode ser um modelo não tão avançado. Aí a vendedora me disse que o novo modelo da marca tal vem com uma capa em couro, um fone de ouvido, 150 níveis de volume, discagem inteligente por comando de voz, um chip com sistema de bloqueio que permite apenas chamadas feitas pelo dono do aparelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E não adiantava explicar que não queria aparelho com câmera fotográfica digital porque não gosto de fotografar e muito menos de ser fotografado. Depois de insitência de um lado e resistência do outro, eles mostram, enfim, os modelos mais simples. Aqueles aparelhos que apenas ligam e recebem ligações, que tem uma agenda mínima, mas que servem para meus propósitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que devemos entender os vendedores, que estão apenas fazendo sua parte ao oferecer os produtos mais modernos e mais caros. É claro que esses modelos servem para muitas pessoas. É claro que a evolução tecnológica é muito bem vinda e que a indústria deve continuar investindo na criação de novos produtos. E é claro que temos o direito de gostar de coisas simples.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27062687-116766559433037372?l=juneldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/feeds/116766559433037372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27062687&amp;postID=116766559433037372' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/116766559433037372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27062687/posts/default/116766559433037372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://juneldomoraes.blogspot.com/2007/01/pela-simplicidade.html' title='Pela simplicidade'/><author><name>Juneldo Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06432816652842330481</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
