30 maio 2013

Uma batalha decisiva



Pouco conhecida na atualidade, a Batalha de Varsóvia, que ocorreu após a Primeira Guerra Mundial, foi uma das mais importantes do Século XX, e poderia ter mudado os rumos da história. Esse evento – comparado em impoortânc ia a Waterloo – é reconstuído com detalhes no livro Varsóvia 1920A Derrota de Lênin (208 páginas, R$ 34,90), de Adam Zamoyski, com tradução de Roberto Alexandre Gray.

Em 1920, quando a o novo estado Soviético, desmembrado, dividido por disputas políticas internas e enfrentando uma guerra civil, buscava a qualquer custo a sobrevivência do regime comunista, vislumbrou como saída a expansão da Revolução Bolchevique, fazendo com que chegasse até a Alemanha, arruinada economicamente após o conflito mundial, e de lá se espalhasse por outros países da Europa ocidental.

Os soviéticos – então sob à liderança de Lenin – não acreditavam que a Polônia, que acabara de recuperar sua independência depois de mais de cem anos de opressão, portanto vulnerável, pudesse ser um empecilho para suas tropas. O líder comunista estaca certo de que o governo da Polônia, assim como qualquer governo burguês, não teria condições de "resistir à força do bolchevismo", conforme assinala o autor.

Não contavam, entretanto, com a tenacidade dos poloneses. Em uma batalha travada às portas de Varsóvia, o exército local, liderado por Józef Pilsudski, reagrupou-se e conseguiu vencer o poderio militar comunista. O episódio, conhecido como “milagre do Vístula”, assegurou quase duas décadas de paz na Europa, que anos depois voltaria a enfrentar os horrores de uma guerra.

O historiador norte-americano se vale de fontes preciosas e mostra que, devido à situação da Polônia na época, onde milhares de pessoas haviam morrido do fome, e milhões ainda passavam necessidades, o país dependia muito dos seus aliados ocidentais, tanto para aquisição de mantimentos, quanto para balas de metralhadoras. O problema é que esses aliados não podiam dar auxilio militar, caso isso fosse solicitado.

Em Varsóvia 1920, Zamoyski deixa claro que a França e a Inglaterra agiram de forma dúbia. Publicamente, os representes dos dois países, George Clemenceau e Lloyd George, adotaram discursos pacifistas, enquanto outros membros do governo britântico e do Estado-Maior francês, enviavam mensagens belicosas. Isto, segindo o autor, é mais explícito quando Alexandre Millerand se tornou primeiro-ministro da França

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